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OS MALES DO CIGARRO

Tabagismo: Uma Visão Geral

O consumo de cigarros tem aumentado rapidamente nos anos recentes, coincidentes com estratégias de marketing agressivas das grandes industrias do tabaco. As doenças relacionadas com o cigarro representam actualmente importante causa de mortalidade e morbilidade na população geral, sendo consideradas problema de saúde publica onde a informação e orientação da sociedade representam os melhores e mais eficientes meios de combate ao tabagismo.

Tendências do Tabagismo

Apesar de relatos de literatura medica datados de 1950 já identificarem os efeitos nocivos do cigarro, observamos no período de 1993-1997 aumento de 46,4 % no consumo de cigarros.
 Mais preocupante ainda é o facto deste aumento estar relacionado principalmente ao consumo de cigarros por adolescentes. Estatísticas recentes demonstram que 35% dos adolescentes
do sexo masculino fumam pelo menos 1 cigarro por semana. Certamente, a propaganda da industria de tabaco desempenha papel determinante nesta tendência de consumo, pois
 os anúncios de cigarro quase sempre são vinculados a desportos, eventos culturais e a

uma opção  por estilo de vida e atitudes comportamentais especificas, características estas que incentivam e tentam justificar o consumo dos cigarros.


Consequências do Tabagismo

O tabaco contido num 1 cigarro pode produzir até 20 gramas de nicotina, substancia que estimula o sistema nervoso, sobe a tensão arterial e causa dependência química. Aproximadamente 4000 substancias foram identificadas no cigarro, sendo que 63 são causas potenciais de cancro; entre estas substancias destacamos as nitrosaminas, amónia e hidrocarbonos policiclicos. Portanto não é surpresa que o tabagismo tanto activo como passivo esteja associado ao aumento da incidência de cancro da boca, laringe, esófago, pulmão, rins e bexiga. Também as doenças cardiovasculares são 2 a 4 vezes mais frequentes nos fumantes .Estas doenças em conjunto causam milhares de mortes todos os anos, levando sofrimento e luto às famílias envolvidas e são causadoras dum enorme custo ao sistema de saúde publico e ao Estado.


Como Abordar o Problema?

No plano pessoal, o indivíduo que fuma, deve conversar com seu medico sobre as opções de tratamento existentes, que variam de psicoterapia, grupos de apoio e o uso de medicações específicas como bupropiona e

adesivos de nicotina, as quais proporcionam taxas de sucesso  até 50 %.

No plano geral é fundamental a acção do governo na proibição da propaganda de cigarro nos meios de comunicação e a não associação do cigarro ao desporto e eventos culturais. As campanhas de informação ao publico representam também instrumento fundamental para o esclarecimento da população sobre os graves riscos a saúde impostos pelo tabagismo.
 

Em conclusão, o acto de fumar não é saudável, não representa intelectualidade, nível cultural elevado, maturidade ou independência social e económica .Este são valores que se conquistam no dia a dia com estudo, trabalho e responsabilidade. Há que preservar a saúde e das pessoas com quem se convive. Todos, certamente agradeceriam.

 

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