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COCA COLA, APENAS UMA QUESTÃO DE TEMPO

Já é possível prever que um dos maiores símbolos do capitalismo terá sua conduta controlada e o consumo de seu principal produto desaconselhado na sua própria pátria, para o bem da saúde pública.
Claro que não será de um dia para o outro, pois não é com esta velocidade que a sociedade se consciencializa quanto à qualidade dos produtos que consome.

Nota-se nitidamente que está em evolução um processo lento e gradual de mentalização e consciencialização da sociedade americana.

Evidencia-se que uma minoria da população já começa a organizar-se contra a produção e o consumo de transgénicos e a comprovação de que existe um aconselhamento reprimido por produtos orgânicos e naturais. Mas como estes assuntos são polémicos e envolvem grandes interesses privados, pensar-se-ia que tal é apenas a manifestação de alguns.

Além disto, percebe-se que há muito tempo se trava uma guerra nos bastidores e que agora se começa a tornar pública.

O último passo, parece ter sido uma importante informação para esclarecer os consumidores americanos que o melhor marketing do mundo não tem, necessariamente, alguma relação com o melhor produto do mundo.

A propaganda induz que ao ingerir um refrigerante fabricado à base de ácido fosfórico, as famosas "colas" saciam a sede e proporcionam uma enorme sensação de frescura, induzem a uma sensação de jovialidade, desportivismo, liberdade e auto realização.


Mas a realidade e os efeitos para a saúde são:
"Frequentes e evidências científicas de que esses produtos podem prejudicar a saúde".

Estudos independentes mostram "que um refrigerante a mais por dia faz com que a criança aumente em 60 por cento a probabilidade de se tornar obesa".

Mais: "relatório do Centro para Ciência no Interesse Público disse que beber refrigerantes expõe as crianças e adolescentes a um maior risco de osteoporose, cárie dentária e outros problemas".

A obesidade já está a ser considerada como uma epidemia nos Estados Unidos que têm mais de 40% de pessoas acima do peso e o mesmo em breve, se vai registar já em Portugal.

Tão importante assunto da saúde pública, deve se considerado de importância para a "saúde nacional", já que o assunto foi "abordado no Congresso norte-americano, com a norma em se

imporem limites para as vendas de refrigerantes nas escolas", pois mantida a actual tendência, em 20 ou 30 anos a sociedade americana estaria irreversivelmente obesa.

Nada contra uns quilinhos a mais ou a obesidade por opção consciente, mas não é possível vislumbrar que uma sociedade obesa (doente) possa manter por muito tempo sua liderança no mundo.

Podemos comparar com uma analogia com o que aconteceu com a indústria do cigarro nos últimos 50 anos e o que irá acontecer com a indústria dos refrigerantes nos próximos anos.
Mas - todos dizem: já está comprovado cientificamente que o tabaco vicia o consumo de nicotina e causa doenças pulmonares e cardiovasculares.
Poder-se-ia dizer: "Está bem! As "cocas" fazem mal à saúde, mas não viciam".


Não usaríamos o termo viciar; diríamos que "os açúcares" que fazem parte da formulação destas "cocas", induzem a um consumo regular e sistemático.

Entenda-se que "açúcares" são uma família de substâncias químicas, não apenas o "inocente" e "puro" açúcar branco que conhecemos.

Hoje, com o enorme desenvolvimento da química, bioquímica e com equipamentos de ressonância magnética, pode-se saber qual é o efeito causado no cérebro dos "consumidores regulares" e comparar o efeito destas "inocentes cocas" com os de drogas usuais. Com isto pode-se definir se, de facto, estas "cocas" induzem quimicamente ao consumo regular e quais são as consequências na performance intelectual do "consumidor". Noutras outras palavras, se estes produtos viciam ou não.

Com certeza estes estudos já devem ter sido feitos, as populações não sabem os resultados, mas se o congresso americano está a considerar a possibilidade de "também limitar os horários e locais nas escolas para venda dos refrigerantes", com certeza que existe algo mais, que ainda não é do conhecimento público.

Aos poucos deverá ocorrer exactamente o que aconteceu com a indústria do tabaco que, progressivamente, teve sua propaganda proibida nos meios de comunicação e a venda proibida para menores.

Espera-se que as autoridades de saúde mudiais não se subjuguem ao poder económico dessas multinacionais e tratem o assunto com a coragem necessária para preservar um dos mais valiosos patrimónios da humanidade: a qualidade de vida e a saúde das nossas crianças.

       

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