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OBESIDADE INFANTIL - O QUE PODE HAVER POR DETRÁS DISSO?

Constatamos que na nossa sociedade actual um crescente numero de crianças obesas, mantém um peso bem acima do que seria benéfico para sua saúde física e emocional. Uma pequena parte dessas crianças realmente sofre de algum distúrbio orgânico, mas o que na verdade ocorre com a maioria, é que elas ingerem muito mais energia através da comida do que gastam.
Essa situação deve ser compreendida em diversas perspectivas:

 

Processo Alimentar e Actividade Física
Actualmente o mercado oferece uma grande variedade de alimentos, na maioria industrializados que pouco têm a ver com as necessidades naturais do corpo e ainda são ricos em componentes indesejáveis como as gorduras, que favorecem a obesidade. Além da questão da qualidade da alimentação, a falta de limites para a quantidade do alimento ingerido e a falta de critérios para horários das refeições também são factores que facilitam a obesidade.
É importante lembrar que as crianças sedentárias têm mais probabilidade de se tornarem obesas. A actividade física traz vários benefícios para a saúde corporal e emocional de qualquer criança.

                             
                              Cuidando das Emoções
Considerando o alimento como uma forma materializada de afecto, entende-se pelos hábitos alimentares, como a criança se relaciona afectivamente consigo mesma e com o mundo. É importante considerar como ela lida com seu corpo, os cuidados que tem consigo, a forma em que expressa suas emoções.
É comum crianças obesas manifestarem uma auto estima e uma auto imagem fragilizadas assim como o sentimento de desvalorização.
Observamos que geralmente o alimento pode servir de substituto de afecto, conforto e protecção. A habilidade de lidar com a frustração quando não é bem desenvolvida, também pode levar a uma atitude compensatória dirigida à comida. Notamos com frequência que comer alivia o estado de ansiedade.

                             
                               Adaptação Social
 

Numa sociedade onde a forma física é mais valorizada do que outras características humanas, os obesos podem facilmente sofrer discriminações, piorando sua estrutura psíquica de baixa auto estima e confiança. Pelo facto de não se encaixar no padrão estético, a criança pode sentir-se inadequada nas suas funções e relacionamentos. Essa situação gera mais ansiedade e frustração levando-a a compensar na alimentação, e cria assim um ciclo vicioso de auto desvalorização.

  Orientações para os Pais

  • Incentivar hábitos alimentares saudáveis
  • Incentivar a pratica de actividade física
  • Estar atento para os seus sentimentos e as dinâmicas das relações que estabelece com os outros, principalmente na própria família onde se encontra os laços afetivos primordiais da sua vida.
  • Participar e compreender as necessidades dos filhos e auxilia-los a criar atitudes para satisfaze-las de modo a alcançar a saúde integral.


OBESIDADE INFANTIL, COMO A RESOLVER?

Introdução
O aumento alarmante da obesidade na população de adultos, praticamente na grande maioria dos países, é um facto indiscutível. Entretanto, uma situação ainda mais grave está a ser devidamente observada, e que é motivo de grande preocupação para os médicos, principalmente pediatras, clínicos gerais e endocrinologistas.

Trata-se do número cada vez maior de crianças e adolescentes obesos, muitos apresentando, como consequência, níveis elevados de colesterol, triglicerídeos e, até quadros de diabetes tipo 2, alterações que até pouco tempo eram observadas somente em indivíduos acima dos 40 anos de idade.

Realmente, é cada vez maior a procura, por parte dos pais, de atendimento médico para crianças que se encontram acima do peso normal. Sem contar, aquelas crianças cujos pais não procuram conselho médico, porque acham que excesso de peso é sinal de saúde, ou ainda, porque cultivam a ilusão de que "quando crescer vai perder peso". Nada mais errado. Em mais de 90% dos casos, criança obesa será um adulto obeso.

 

Uma série de factores tem contribuído para o crescente número de crianças obesas. É muito comum atribuir toda a responsabilidade da obesidade aos factores genéticos, a chamada "tendência para engordar". Entretanto, é bastante claro que nos últimos 20 anos houve um crescimento exagerado da obesidade, sem que houvesse qualquer tipo de mudança genética na raça humana, facto que costuma levar uns milhares de ano para acontecer. Assim, é óbvio, que factores externos são os responsáveis pelo problema.

Comparando o estilo de vida das nossas crianças e adolescentes com aquelas de há 20 anos atrás, podemos facilmente observar o aumento assustador da oferta de alimentos de alto valor calórico, altos índices de gordura saturada e péssimo valor nutritivo. Alimentos esses, que são transmitidos à cabeça das crianças, numa verdadeira lavagem cerebral através de poderosos veículos de comunicação, como a televisão.
A televisão é, aliás, responsável, juntamente com os computadores domésticos e os videojogos, pela redução considerável da actividade física das mesmas crianças, pois é cada vez menor o número de horas gastas em brincadeiras que envolvem consumo de energia e, maior o tempo em que permanecem paralisadas em frente das "telinhas mágicas" devorando um pacote de batata frita ou outro alimento com enormes quantidades de sal e gordura saturada.

Não seria exagero dizer que certos alimentos que a indústria oferece às nossas crianças deveriam conter aquele famoso aviso: "O Ministério de Saúde adverte: o uso deste produto pode causar obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão arterial e enfarte do miocárdio".


Indicações para uma vida com mais saúde

Os pais podem contribuir com a saúde e padrão alimentar dos filhos, adoptando medidas simples, como:

- Controlar o número de horas gastas em frente à TV, computador e videojogos;
- Não comprar alimentos supérfluos ou pouco saudáveis;
- Evitar substituir o jantar por lanches à base de hamburgueres e refrigerantes;
- Aderir a um estilo de alimentação saudável, pois fica difícil exigir de uma criança aquilo que ela não tem como exemplo. Alimentação saudável deve ser para toda a família, não só para a criança que já está obesa.

 

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