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CRIANÇA HIPERACTIVA, O QUE FAZER?

Ultimamente muito se tem falado sobre a hiperactividade ou DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção), mas poucos profissionais na área da saúde e da educação conhecem realmente o problema.
A hiperatividade é um distúrbio neuropsicológico. O seu diagnóstico é bastante difícil de ser feito, porque os sintomas apresentados pela criança também podem ocorrer noutras outras situações. Não se sabe exactamente qual o processo orgânico que gera a DDA, mas já é reconhecida uma deficiência nos neurotransmissores, principalmente a Dopamina, que pode ser tratado com medicação adequada. A psicoterapia é também um tratamento muito importante que cuida dos aspectos emocionais, sociais e comportamentais na criança.



Os principais sintomas da DDA são
:

  • Dificuldade de atenção e concentração
     
  • Hiperactividade
     
  • Problemas de aprendizagem
     
  • Atraso da fala

A criança hiperactiva é aquela que está em constante movimento, sempre a realizar algo, muda de tarefa facilmente e quase sempre sem a finalizar. Tem dificuldade em prestar atenção, distrai-se com novos estímulos e não consegue seguir as regras apresentadas pelos pais e professores.É muito inteligente e sua capacidade de abstracção e criatividade são notáveis.
 

Tudo isso faz com que essa criança possa apresentar dificuldades na aprendizagem e nas relações sociais, tanto com outras crianças como com os adultos. A dificuldade reside em estabelecer um contacto positivo e a adaptação entre ela e o mundo externo, em parte pela própria deficiência, mas muito também em função da não compreensão que sofre por parte das pessoas com quem convive. É mais comum dizer que ela é um "agitado", "terrível", "um problema", até "insuportável", do que se dedicar a entender seus processos mentais e afectivos, e procurar uma nova forma de comunicação e relacionamento. Muitas escolas e muitos pais não abrem a possibilidade de mudar a sua dinâmica de ensino e educação insistindo numa postura rígida para a adaptação da criança.
Temos observado duas atitudes que devem ser evitadas. A primeira é o isolamento da criança, colocando-a numa classe especial ou tendo um atendimento diferenciado no meio de um grupo, ou então afastando-a do convívio social. Essa atitude reforça o estigma

do ser diferente e inadequado, e não favorece a socialização. A segunda é inseri-la numa classe com muitos alunos, em que nenhum deles pode ter um acompanhamento mais individualizado do seu desenvolvimento, isso não só na escola, mas em qualquer actividade de grupo em que participe.
Parece que um meio termo é o mais adequado, ou seja, uma classe com poucos alunos em que todos possam ter uma atenção especial e dedicar para a criança com hiperactividade um trabalho integrado entre os pais, a escola e os terapeutas.

Diante da suspeita de DDA, é muito importante que se faça um diagnóstico correcto, verificar a necessidade duma medicação e procurar compreender, e principalmente aceitar a criança como ela é, e a partir disso conseguir estabelecer uma relação positiva que possibilite finalmente o seu desenvolvimento individual e social.
   

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