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CRIANÇAS ESPECIAIS: COMO LIDAR COM ELAS?

Actualmente, temas ligados à criança excepcional ou especial têm sido mais pormenorizadamente  discutido pelos profissionais de saúde, educadores e pela população em geral, em parte devido à lei que obriga as escolas a incluírem alunos especiais na escola normal e comum.

Esse contexto tem despertado algumas reflexões, que é de considerar de fundamental importância social.

Ao Lidar com a Diferença

Esse tema está presente em grandes acontecimentos históricos, envolvendo civilizações que manifestam diferenças religiosas, políticas ou de raça assim como numa relação entre dois indivíduos, em que se expressam as diferenças pessoais. Trata-se de um tema profundamente intrínseco a qualquer projecto ou acção que envolva crianças e jovens excepcionais, pois entramos em contacto com características diferentes das que conhecemos por serem manifestadas por uma maioria social.

O caminho para que um projecto de inclusão social e escolar seja efectivo, tem como condição primordial uma reavaliação interna, na qual devemos considerar as diferenças humanas como constituintes de uma variedade infinita da expressão da natureza. O caminho é reflectir além das diferenças sobre a essência da igualdade presente em todo ser humano, é de se utilizar de todas as capacidades do nosso ser, físicas emocionais e mentais para tentar compreender e se comunicar com indivíduos que se expressam por canais ainda desconhecidos pela maioria de nós.

Estrutura Escolar

A primeira questão que surge quando falamos em inclusão é até que ponto estão as escolas e os seus profissionais habilitados para receberem essas crianças? Actualmente as escolas da classe comum e normal não são em geral estruturadas para essa finalidade e nem todos os profissionais tem conhecimento para compreender e saber lidar com as crianças que apresentam diferentes deficiências, e ainda prática para estabelecer uma dinâmica de grupo.

As escolas estão perante um desafio, no qual terão que investir na nova formação de professores e na criação de uma dinâmica de ensino com a qual todas as crianças individualmente e como um grupo possam progredir no seu desenvolvimento cognitivo, social e emocional.

Inclusão para Todos?

Mas será que todas as crianças especiais se vão beneficiar com a inclusão numa classe comum? Diante das teorias que defendem a inclusão total, é questionável se uma criança com deficiência mental grave se beneficiaria mais numa uma classe comum com cerca de 25 alunos no currículo regular ou numa escola especial com um programa individualizado. Assim como nos casos graves de autismo, se a inclusão for possível, será benéfica?

É de acreditar que para essas crianças mais importante do que ter o direito de frequentar a escola comum é ter o direito à educação e a condição de desenvolver integralmente as suas potencialidades. Cabe então uma avaliação individual de cada criança para que seja encontrado o ambiente e as pessoas adequadas que a auxiliarão no seu desenvolvimento, seja numa escola comum ou especial.

Antes de inserir uma criança nalguma alguma escola é preciso respeitá-la e compreendê-la na sua expressão individual, tentando estabelecer a comunicação e o contacto afectivo para que então possamos conduzi-la às melhores opções de oportunidades e desafios que constituirão o seu caminho de crescimento e evolução.
 

       

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